Mundo em Retalhos

by a-nimal

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about

O primeiro longa-duração dos a-nimal chama-se "Mundo em Retalhos".
Gravado entre Março e Outubro de 2013, na Estudantina Recreativa de São Domingos de Rana.
Gravado, produzido e masterizado por João Sousa e a-nimal.
Editado pel' A Besta.

credits

released November 29, 2013

Agradecimentos: Estudantina Recreativa de S. Domingos de Rana (ERSDR) e Pedro Amorim, Daniel Matias Ferrer, Hélder Azinheirinha, Rui Salsa, Filipe Adão, Vanessa Augusto ("Baton Cor de Rock"), Michele ("Radio Rimasto").

Agradecimentos do Zé: "aos meus pais e restantes membros familiares, à Marta, ao meu irmão em particular, ao Kuro, à Nina e à Emily".

Agradecimentos do André: "aos meus pais, à minha irmã, ao Bakunine, à minha afilhada, ao David e aos amigos que sabem que o são".

Agradecimentos do João: "ao enorme clã que constitui aquilo a que as pessoas apelidam de família (especialmente à Mada), à Ana e à Chica e às Bestas, e às bestas espalhadas de cima a baixo".

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license

about

a-nimal Lisboa, Portugal

explosão poética sem a palavra. pedra atirada sem nunca chegar ao chão. rock em todas as línguas do mundo cantado em português. punk-psicadélico-rock-prog.

André Calvário - bateria, voz
João Sousa - guitarra, voz
Zé Santos - baixo, voz
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Track Name: A TEIA
Vivo no teu mundo para não ser
A vida que em mim nunca despertou
Penso, mas não é para me exprimir
Estudo, mas nunca te posso contar
Vivo na esperança de nunca esperar
Mais nada do mundo, nunca resistir
Corro, mas não saio deste teu lugar
Choro só uma lágrima...

Abre-se a porta para a inércia do meu corpo
Imóvel, catatónico, vegetativo
Cai a rocha no meio do mar
Incapaz de nadar, afundo-me no negrume
Enquanto teces as malhas em que me vais deitar
Preparas as chamas para me imolar
O vento lava-me o cabelo, e desperta-me
E salva-me do vazio da inexistência

Desperto nu no meio da Mãe
É este o meu lugar
Track Name: FALTA D'AR
Falta d'ar, asfixia, asma, bronquite
Atrofio, suor, asma, queda

Sopra-me na cara, levanta-me do chão
Resolve-me a vida, quero vê-la andar para a frente
Track Name: FARPAS
Os olhos saturados murmuram asfixiados

Falhas que as farpas deixaram na carne
Roupa que a linha nunca quis coser
Saio de casa para entrar tarde
Corro perdido pelo entardecer

A pele é minha, não te preocupes
A mente dormente nada tem que fazer
Sentado num jardim, à espera do fim
Um gesto sentido até o mundo morrer

Vê o meu rosto mole e cansado
Como um nome cuspido na rua
Usura, pedaço de carne tão crua
A mente dormente feita farrapo

Os olhos saturados murmuram asfixiados

Cheira o sangue sobre a terra
Tão longe do verde nascente
Sou ração que o verme não quis comer
Sou quem deixa o meu ser doente
És como eu e nunca hás-de saber
Track Name: MUNDO EM RETALHOS
Vou pisar essa estrada
Eu não te devo nada
Vais-me pisar no chão
Só porque eu digo não

Não saio desta casa
Eu não te devo nada
Vais-me atirar p'ró chão
Só porque eu digo não

Os meus dias que ainda vêem
São meus para construir
O mundo é feito de retalhos
Sou eu quem os vai coser

Os nossos dias que ainda vêem
São nossos para os construir
O nosso mundo é feito de retalhos
Somos nós quem vai coser
Track Name: FOI-SE PERDENDO
Não queria comprar mágoas
Já as tinha de sobra
A sombra do que tinha
Foi-se perdendo na estória

Recrutou os contos todos
Para as gentes instruídas
Educou os que faltavam
Com esperanças destruídas

E sonhou
Mas parou
Não sorriu
Desistiu

Os soldados carregavam
E os ministros dormiam
A sombra do mundo tremia
Foi-se perdendo na vida
Track Name: ANTROPAUSA
Tenho de morrer p'ra voltar a andar
Vou desaparecer, vou-me evaporar
Já não sei esquecer o sol que te faz
Mais um pobre ser, sem eu ser capaz
De te olhar e ver quem tu sempre és
Porque me esqueci de pisar com os pés
Esta rua que não sabe falar
Mas se ela pudesse estaria a gritar

A rua tem encontro marcado com a raiva
Haverá sangue outra vez

Sai-me do caminho, quero extrapolar
É um leve carinho que me faz saltar
Para outro buraco fundo demais
A casa do fim onde tudo é jamais
A tua estrada foge da minha
Será que um dia vou receber
Aquela facada que p'ra mim caminha
Só por um fio é que eu sei viver
Quero-te longe
Quero-te perto
Não quero nada
Não sei crescer
O vão da escada olha-me torto
Eu já estou morto, não posso morrer

Nas minhas costas vejo as dos outros
Traz-me um espelho agora
Track Name: O CÉU JÁ NÃO SERVE
O corredor é agora os meus pés
Passas lentamente onde eu paro ofegante
Silêncio dos olhos sem espectro brilhante
As vozes na terra, apatia incessante
O céu já não serve como fim distante

É antes refúgio e a rouquidão
De mil palavras que escutas nos passos
Que dás na estrada em construção
O céu já não serve como fim distante
Paro outros pés no meu rio

Acho a alegria que há no constatar
Miséria da linha que me ata os braços
Veias que nunca param de gritar
São os berros do dia apesar do luar
Nunca te serviu de nada o pensar?